ESCOLA INCLUSIVA USA APLICATIVO QUE TRANSFORMA IMAGEM EM SOM

Por Amando Lourenço Leal, RU 1236401
Polo de Itabuna – Itabuna-BA
Data 11/09/2017

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/03/aplicativo-para-deficientes-visuais-transforma-imagens-em-som.html

Uma escola inclusiva, a Pedro Ponce de León, localizada no Distrito de Itaimbé, na cidade de Potiraguá-BA, está utilizando-se de um aplicativo em seus tablets, o Aipoly, ensinando e incentivando seu uso aos alunos com deficiência visual. Isso mostra, em apenas uma fração, como a tecnologia pode ser útil para que os alunos com deficiência, neste caso a visual, possam ter a mesma experiência que alunos sem deficiência.

Ao entrar na sala, todos os alunos estão com o tablet em mãos, tanto deficientes quanto não deficientes. A ideia, como relatou o professor, é que os não deficientes entendam a situação dos deficientes e possam, inclusive, ajudá-los, no caso em específico, a usar o aplicativo. E vemos alunos de ambas as situações se divertindo e se impressionando com a utilidade dele.

A função do Aipoly é, através da câmera do dispositivo apontada para um objeto, dizer, por áudio, que objeto é. E ele impressiona! Ele diz, com perfeita exatidão, para que objeto a câmera está apontada. E não para aí. Ele também tem o poder de informar a cor do objeto e, no caso de um animal, informar até mesmo a raça.

Entre os alunos testando o aplicativo com a respectiva mesa abarrotada de objetos para teste, encontramos a Fabiane Almeida. Nascida cega e hoje com 16 anos, ela relata o impacto que o aplicativo em questão e outros aplicativos do gênero causam na vida dela: “O professor sempre traz novos aplicativos para testarmos e discutirmos a utilidade deles. Já utilizo muitos em meu dia a dia. Esse me impressionou pela precisão que ele tem para dizer que objeto está a minha frente e, até mesmo, a cor dele”.

O professor, Aderbal Toledo, relata um pouco de sua experiência com a turma que possui deficientes e não deficientes e com o app em questão:
“Procuro harmonizá-los. Quero que os não deficientes vejam todos de forma igual e que os deficientes não se sintam diferentes dos demais. Além disso, quero que os não deficientes criem em si o costume de ajudar pessoas deficientes. E apps desse tipo são úteis para essa tarefa. Todos se divertem e todos se ajudam”.

O Aipoly consegue reconhecer, de forma gratuita, 1000 itens essenciais. Para uma versão mais completa, os usuários têm a opção de pagar uma assinatura mensal de US$ 4,99 (aproximadamente R$ 16).

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